A falta de dados no esporte Brasileiro.

Em Junho deste ano estive em Berlin para participar de um processo de seleção de uma aceleradora chamada leADs. Contei sobre o processo todo e os aprendizados que tive em um post no meu LinkedIn, você pode acessar clicando aqui.


Por que estou falando disso? Bom, na preparação do meu Pitch e estudando para entrevistas tive que pesquisar muito sobre o esporte no Brasil (coisa que venho fazendo tem alguns anos já), mas focando muito no desenvolvimento do atleta, dificuldades no início da sua carreira, entender a fundo a situação do esportista hoje no Brasil, a popularidade das modalidades, quanto investimento existe nesses atletas, enfim, uma pesquisa com qualidade e números.


Foram semanas e semanas de pesquisa e uma conclusão: se o seu trabalho não for sobre futebol, não existe dados.


Eu já falei algumas vezes que o Brasil é o país do monoesporte. Se você esta buscando trabalhar com qualquer outra modalidade o caminho vai ser difícil. Falta dado, falta profissionais qualificados na área, falta conhecimento, falta investimento, falta visibilidade, falta... E esse é um dos motivos pelo qual a Soul Brasil Esportes surgiu. Queremos democratizar o esporte e dar chance a todo e qualquer atleta.


Desde que morei nos Estados Unidos e tive a chance de trabalhar com esporte por lá, pude entender o porque da fixação do americano por dados. É impressionante como absolutamente TUDO é computado, e não é apenas no profissional. O acompanhamento do atleta começa desde cedo, jogando em pequenos clubes ou até mesmo na escola. E esses dados seguem o atleta por toda a sua carreira. A importância desse tipo de informação é enorme e muda a forma como o atleta e o esporte é trabalhado.


O BIGA DATA é tema mundial hoje, não apenas relacionado a esporte, mas sobre absolutamente tudo. É um assunto que permeia hoje o mundo dos negócios e a forma como estamos evoluindo na existência humana. No Brasil quando falamos de dados, inteligência de mercado voltado para o esporte, ainda estamos engatinhando. Ligas como NBA e NFL por exemplo, já usam tecnologias próprias para estudar os atletas e modalidades.


Seguimos em busca e estudando cada vez mais esse assunto. Portanto, estamos abertos a discussões e indicações de plataformas, estudos, pessoas que se interessam por esse tema.


E de quebra, duas dicas pra vocês que curtem o tema:

1) o filme MONEYBALL (O Homem que Mudou o Jogo, 2011) com o Brad Pitt.


2) um pod cast produzido pelo pessoal do Mkt Esprotivo: http://www.mktesportivo.com/2019/07/big-data-e-o-uso-estrategico-de-dados-no-esporte-com-edwin-asberg/





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