Reflexão sobre documentário Rising Phoenix

Sabe aquele momento que você termina de assistir (ou ler) algo impactante e sente a necessidade de compartilhar? Então! Acabei de terminar o novo documentário da Netflix: Rising Phoenix (Ascensão da Fênix, tradução literal).


Confesso que não sabia desse documentário e quando vi a dica dos nossos amigos do MKT Esportivo, só pelo nome, tive certeza que seria algo absurdamente incrível. Não me lembro quando foi meu primeiro contato com o esporte paralímpico, com certeza alguma Paralimpíada que assisti pela televisão. Sou viciada em esporte, qualquer esporte, então pra mim ano Olímpico é ano Olímpico e Paralímpico também.


Mas estar no Rio em 2016 assistindo ao vivo a ascensão desses atletas foi algo indescritível. Torcer sem entender muito bem as regras, se preocupar quando via os atletas de basquete ou rugby caindo das cadeiras de rodas (e ai descobrir que é normal e eles são absurdamente fortes) e chorar ao ver uma disputa do ouro da esgrima. Ou seja, simplesmente torcer! E reconhecer que esses atletas são realmente super humanos.


Em 1948 os Jogos Olímpicos aconteciam em Londres e no mesmo dia da abertura, Sir Ludwig Guttmann, médico neurologista judeu exilado no Reino Unido durante a guerra, iniciava o primeiro esportivo exclusivo para portadores de deficiência. Como técnica de reabilitação dos seus pacientes deficientes físicos (todos soldados feridos durante a guerra), o esporte foi usado como uma ferramenta de transformação. Com o resultado positivo, aumentando a expectativa de vida dos soldados, os jogos começaram a acontecer todos os anos. Até que em 1960, em Roma, aconteceu o primeiro Jogos Paralímpicos.


O documentário mostra o surgimento dos Jogos Paralímpicos pós-guerra e as barreiras que tiveram que enfrentar para serem aceitos. Desde a Rússia não sediando os jogos por não reconhecerem que existiam deficientes em seu país (isso em 1980😮), ao Rio 2016 avisando o Comitê Paralímpico Internacional, 6 semanas antes, que não haveria dinheiro para a realização dos jogos 😐 (o sentimento ao assistir e relembrar isso foi de vergonha...).


Quem lembra desse escândalo em 2016? Eu lembro! E lembro de não apenas pensar no impacto negativo que isso teria para o mercado esportivo brasileiro, mas também nos atletas. Em Rising Phoenix vemos o depoimento de alguns atletas, no desespero de um sonho sendo adiado, em descobrir 5 semanas antes que as Paralimpíadas não iriam acontecer. O presidente do IPC na época comentou que o legado do Rio 2016 seria que atletas deficientes não valiam o esforço. Essa frase dói na alma.


Sabemos que os jogos aconteceram e que o povo brasileiro fez sua parte. Os ingressos começaram a ser vendidos durante o torneio e lá estávamos nós! Gritando, torcendo, sofrendo junto! Porque realmente, esses super humanos renascem, ascendem como uma fênix. Das cinzas do passado, das suas histórias, do sofrimento. E mostram, como ninguém, que o esforço vale! Ah se vale!


Trailer oficial:



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